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Com a introdução dos recursos da informática nos meios governamentais, urge um novo posicionamento estratégico dos contribuintes em geral. Dentro dos próximos cinco anos, seguramente, as fiscalizações serão on line, ou seja, as empresas estarão sendo fiscalizadas e
respondendo às exigências fiscais pelo próprio computador, diretamente para o agente do fisco, na repartição. Sim, é fácil de formar essa visão catastrófica, se pensarmos que no mesmo período de tempo, nos últimos cinco anos, tivemos uma avalanche de declarações sendo lançadas pelos governos, notadamente a Secretária da Receita Federal, que criou uma série de declarações e aperfeiçoou
outras já existentes, para obter informações detalhadas e periódicas das empresas relativamente às suas operações e débitos fiscais. Falamos, por exemplo: Declaração de Informações Econômico-Fiscais (DIPJ); Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF); Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social (GFIP); Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF); Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon);
Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob);
Declaração de Operações com Cartões de Crédito (Decred);
Declaração sobre Operações Imobiliárias (DOI). Para poder melhor utilizar tais recursos tecnológicos, a legislação tributária foi alterada, ao longo deste período, para adaptar os regimes de tributação às conveniências do Estado com ênfase para a antecipação no recolhimento dos tributos e controle/fiscalização dos débitos dos contribuintes, inclusive, no âmbito dos municípios, quem diriam... as
prefeituras instituem a substituição tributária, reduzindo a um pequeno grupo de empresas o universo a ser fiscalizado, transferindo, também, com isso suas obrigações de arrecadação para um menor grupo de contribuintes. Tudo isso sem falar de, pelo menos, outras declarações relativas aos fiscos municipal, estadual,
trabalhista, previdenciário, enfim, um mundo à parte, bem ao gosto da tecnocracia reinante. Tudo para alcançar maior eficiência na arrecadação e fiscalização
dos contribuintes em geral. Apenas para provocar saudades, alguns anos atrás, a fiscalização era realizada somente nas empresas, hoje,
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style='font-size:8.0pt;font-family:Verdana'>nós profissionais de contabilidade temos dividido nossos tempos para atender nas repartições as solicitações, intimações, notificações, convites e outras formas de atacar o contribuinte para prestar esclarecimentos. Para quem trabalhamos???
Será que a Contabilidade não está sendo sobreposta por informações acessórias e declarações??? Lembro até há algum tempo atrás, que era comum um empresário dizer que nunca tinha sido fiscalizado. Hoje, a situação é bem diferente, se der sorte, será fiscalizado
eletronicamente ao menos cinco vezes num mesmo ano. E a Contabilidade??? No dia do Contabilista não temos muito o que comemorar, porque estamos trabalhando diretamente para o fisco, sem ganhar absolutamente nada para isso, além de estarmos virando zumbi dos números. Por via oposta, ganhamos das empresas mas não podemos desenvolver a contento nossos potenciais. Por tudo isso e mais a desregulamentação profissional, os cursos seqüenciais, a formação acadêmica deixando a desejar, alertamos: apertem
os cintos, estamos no piloto automático...
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